terça-feira, 23 de abril de 2013

REFLEXÃO: UMA ROSA NA LAPELA

PORQUE O AMOR DE CRISTO NOS CONSTRANGE, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram, 2 Coríntios 5:14. Daiane e Michel se conheceram durante a segunda guerra mundial. Vou, sucintamente, tentar narrar-lhes essa história. Visitando uma biblioteca, Michel viu na prateleira um livro antigo, com muitas anotações. O jovem, curioso, apanhou o livro e olhou a sobrecapa. Havia a seguinte informação manuscrita: “se alguém pegar esse livro e o folhear, entre em contato comigo. O meu endereço esta no rodapé, na última página. Assinado, Daiane”. Pois bem, Michel começou a escrever cartas para a moça que lhe impressionou ao tomar conhecimento daquele antigo livro, muito usado e repleto de anotações. Ambos começaram a trocar correspondências, e por cartas, iniciaram um namoro. Ele não a conhecia e ela jamais o tinha visto antes. Cresceu a paixão e o romance, mesmo sem fotos ou muitas informações um do outro. Marcaram um encontro em Londres, mas o moço, às vésperas do encontro tão esperado, foi convocado para a guerra e infelizmente ambos não puderam se conhecer pessoalmente naquela oportunidade. Durante a guerra, Michel e Daiane continuaram trocando correspondências e o namoro se fortalecia, mesmo a distância. Deu tudo certo. O rapaz voltou intacto da guerra. Escreveu para Daiane e marcou um encontro. O local seria na estação de Londres. A moça aceitou conhecer o rapaz tão gentil e educado, a quem namorava fazia alguns meses por cartas, mesmo não o conhecendo. Entretanto, disse-lhe a senhorita: “estarei na estação. Você vai me identificar facilmente. Estarei usando um vestido azul e trarei uma rosa vermelha na lapela”. O dia do encontro chegou. Ansioso, o moço aguardava na estação a dama, sua amada para um primeiro encontro. Impaciente Michel ficava reparando em todas as moças que ali passavam. Enfim, aparece uma mulher, bela, de cabelos loiros, de olhos verdes e compridos, e logo o moço imaginou: “é ela!”. Mas se lembrou: “ela não esta com um vestido azul e nem traz uma rosa vermelha na lapela”. Logo em seguida, passa uma senhora, com um vestido azul e uma rosa vermelha na lapela. Era uma senhora que aparentava mais ou menos 35 anos, de altura média e adiposa. O moço se aproxima e gentilmente diz: “então é você, a pessoa que se corresponde comigo há algum tempo. Eu sou Michel. Estou feliz em conhecê-la”. A senhora diz: “moço, uma bela senhorita, de olhos verdes, cabelos loiros e compridos, me pediu que quando o senhor me abordasse, eu lhe entregasse essa rosa vermelha. Ela o aguarda do outro lado da rua para um café”. Um teste para sondar o coração do moço. Uma mulher sábia que não queria ser escolhida e desejada pelos seus olhos verdes, cabelos loiros e compridos e nem por ser privilegiada com um rosto bonito. Daiane e Michel se casaram. Viveram juntos até que a morte os separou. Deus não olha as aparências. Somos amados por Ele. A sua graça nos aceita sem condições e Ele nos recebe sem olhar a importância das nossas conquistas, beleza ou qualidades. O Senhor veio com uma missão: resgatar a nossa vida e nos salvar, não do que fazemos, mas sim do que somos, rebeldes e cheios da feiúra do pecado. Mário Gardini

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